domingo, 30 de junho de 2019

Releitura da postagem https://josianafelix.blogspot.com/2017/04/analise-critica.html

Uma crítica é sempre uma coisa ruim? 


De forma alguma...
Existem muitas maneiras de fazer uma crítica. Penso que antes de fazê-la é preciso ter alguma cautela para não magoar quem a receberá.
A crítica contribui para o desenvolvimento de aprendizagens. 
Me identifiquei com a frase de Lincoln:
"Só tem direito de criticar aquele que pretende ajudar".

Releitura da postagem https://josianafelix.blogspot.com/2017/04/projeto.html

Projeto de Aprendizagem

O desenvolvimento de um projeto de aprendizagem consiste na busca por informações que esclareçam as indagações de um sujeito sobre a sua realidade. Essas indagações se manifestam por inquietações advindas de suas vivências e necessidades em conhecer e explicar o mundo. O objetivo é o desenvolvimento de um processo de aprendizagem que alcance a construção de novos conhecimentos, em que o aprendiz possa sistematizar informações ampliando sua rede de significações, possa reestruturar o raciocínio lógico sobre os novos significados enquanto elabora sínteses de respostas descritivas e explicativas para sua curiosidade. Enquanto o projeto se desenvolve, os estudantes constroem uma rede de conhecimentos em torno da questão investigada (Fagundes et alli, 1999).
O primeiro passo é selecionar uma curiosidade, que para fins didáticos, denomina-se de “Questão de Investigação”. A seguir é feito um inventário dos conhecimentos (sistemas nocionais, ou conceituais dos aprendizes) sobre a questão. Esse conhecimento pode ser classificado em dúvidas e certezas. As certezas para as quais não se conheça os fundamentos que a sustentem são denominadas de provisórias. As dúvidas são sempre temporárias. O processo de investigação consiste no esclarecimento das dúvidas e na validação das certezas. O trabalho com projetos se desenvolve segundo um plano de interação intensiva. No plano, os itens do inventário são agrupados em unidades de investigação, segundo suas afinidades, é previsto um tempo para sua realização. O esclarecimento/validação de um item requer: coleta de informação, análise, debates e por fim a elaboração de uma síntese descritiva e/ou explicativa. No decorrer da investigação, surgem novas dúvidas e novas certezas; com isso o inventário é modificado e o planejamento, consequentemente, refeito. Em torno de um projeto se articula uma rede de cooperação, formada por autores, outros estudantes – construtores de outros projetos, professores com diferentes papéis e eventuais colaboradores externos.




FAGUNDES, L. C. et alProjetos De Aprendizagem - Uma Experiência Mediada Por Ambientes Telemáticos



Retrospecto

Ao revisitar as postagens contidas nesse blog é evidente que em minha escrita houveram muitas mudanças. 
O PEAD proporcionou ampliar consideravelmente meu vocabulário e isto reflete melhorias não somente como acadêmica,  mas como professora que sou, já que também é preciso preocupar- se com a forma como escrevemos até mesmo na agenda das crianças. 
Sou muito grata a todos os professores do PEAD e me sinto orgulhosa por fazer parte dessa instituição de ensino que é a UFRGS.
O retrospecto histórico é importante não apenas para mostrar minha trajetória acadêmica, mas também para apontar a minha preocupação com a melhoria de minha capacitação para o trabalho. Hoje posso dizer que sou uma professora melhor, mas que ainda tem muito o que aprender pois como afirma Paulo Freire:
"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".

 https://josianafelix.blogspot.com/2017/04/ser-reflexivo.html

sábado, 29 de junho de 2019

Releitura da postagem https://josianafelix.blogspot.com/2019/02/tcc.html

A reta final do curso chegou trazendo consigo um misto de ansiedade, medo e alegria...
Foram muitos os desafios enfrentados até aqui, não só com relação as demandas do curso mas sim concilia-las as com as demais tarefas de casa, trabalho, filhos, marido, família...
Não foi fácil, mas ter chegado até aqui significa muito, pois foram muitas as tentativas de obter a graduação e pensar que agora faltam poucos passos é inexplicável...
Só em pensar em toda a trajetória que percorri meus olhos se enchem de lágrimas...
Ah o TCC... focar e escrever.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Compartilhando o estágio...


    Aula do dia 2/10/18


A PRIMAVERA DA LAGARTA - Ruth Rocha


Grande comício na floresta! Bem no meio da clareira, debaixo da bananeira!
Dona formiga convocou a reunião. -Isso não pode continuar!
-       Não pode não! Apoiava o camaleão.
-       É um desaforo. A formiga gritava. _É um desaforo!
-       É mesmo. O camaleão concordava.
A joaninha que vinha chegando naquele instante perguntava: Qual é o desaforo, hein?
-       É um desaforo o que a lagarta faz!
-       Come tudo o que é folha! Reclamava o Louva-a-deus.
-       Não há comida que chegue!
A lagartixa não concordava: - Por isso não que as senhoras formigas também comem.
-       É isso mesmo! Apoiou o camaleão que vivia mudando de opinião.
-       É muito diferente, depois a lagarta é uma grande preguiçosa, vive lagarteando por aí.
-       Vai ver que a lagartixa é parente da lagarta. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
-       Parente não! Falou a lagartixa. - É só uma coincidência de nome!
-       Então não se meta!
-       Abaixo a lagarta! Disse o gafanhoto. - Vamos acabar com ela!
-       Vamos sim! Gritou a libélula. Ela é muito feia!
O Senhor Caracol ainda quis fazer um discurso: - É, minhas senhoras e meus senhores, como é para o bem geral e para a felicidade nacional, em meu nome e em nome de todo mundo interessado, como diria o conselheiro Furtado, quero deixar consignado que está tudo errado. Mas como o caracol era muito enrolado, ninguém prestava atenção no coitado.
Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
-       Abaixo a feiura! Gritava aranha como se ela fosse muito bonita.
-       Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
-       Vamos acabar com a preguiçosa! Berrava a cigarra esquecendo a sua fama de boa vida.
E lá se foram eles, cantando e marchando:
-       Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
-       Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
Mas, a primavera havia chegado, por toda a parte havia flores na floresta, até parecia festa. Os passarinhos cantavam e as borboletas, quantas borboletas de todas as cores, de todos os tamanhos borboleteavam pela mata. E os caçadores procuravam pela lagarta:
-       Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
-       Um, dois, feijão com arroz, três, quatro, feijão no prato.
E perguntavam para as borboletas que passavam:
-       Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa.
As borboletas riam, riam, iam passando e nem respondiam. Até que veio chegando uma linda borboleta.
-       Estão procurando a lagarta da amoreira?
-       Estamos sim. Aquela horrorosa, comilona.
E a borboleta bateu as asas e falou:
-       Pois, sou eu.
-       Não é possível! Não pode ser verdade! Você é linda!
E a borboleta sorrindo explicou:
-       Toda lagarta tem seu dia de borboleta, é só esperar pela primavera.
-       Não é possível, só acredito vendo!
-       Venha ver! Isso acontece com todas as lagartas. Eu tenho uma irmã que está acabando de virar borboleta.
Todos correram para ver. E ficaram quietinhos espiando. E a lagarta foi se transformando, se transformando até que de dentro do casulo nasceu uma borboleta.
Os inimigos da lagarta ficaram admirados
-       É um milagre!
-       Bem que eu falei. Disse o camaleão que já tinha mudado de opinião.
E a borboleta falou: _É preciso ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas.



Moral da história:
Não devemos apontar os defeitos dos outros, todos temos nossos defeitos também. Devemos ter paciência com o tempo de evolução de cada um, porque como diz a historinha, precisamos ter paciência com as lagartas se quisermos conhecer as borboletas.
  Atividades:

  1. Breve explicação do que é FÁBULA.
  2. Vídeo:
      Vídeo da história disponível em:
  1. Roda de conversa sobre a moral da história.
  2. Registro coletivo da moral da história no quadro.
  3. Procure no texto as frases dos animais que colocaram defeitos na lagarta esquecendo os seus.
Exemplo:
- Morra comilona! Exclamava o Louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
  1. Dobradura da borboleta para enfeitar a sala
  2. Pintura de flores para enfeitar a sala
  3. Fotocópia: cálculos de adição e subtração
  4. Caixa de atividades extras


Essa foi uma das aulas mais especiais do estágio e por esse motivo estou publicando aqui.Na ocasião todos os alunos mantiveram-se atentos a história, tanto que ela rendeu muitas curiosidades que resultaram em uma mudança no plano semanal para contemplar o interesse dos alunos do 3º ano.Eles pediram para saber mais sobre as borboletas e para esse estudo apreciamos o livro "Loreta, a borboleta xereta".    




https://josianafelix.blogspot.com/2016/11/classificar-e-ciencias.html

Classificar é Ciências?

Atividade realizada com meu filho João Vitor de 6 anos que frequenta o Pré 2 (Jardim B)

Material: Potinhos de tinta têmpera e outros de cola colorida.

Procedimentos: Primeiramente peguei todas as tintas e coloquei em cima da cama e pedi que ele organizasse.
A primeira atitude foi pegar as caixinhas e guarda-las, mas logo me advertiu:
- Não deveria ser você a guardar? Foi você que espalhou.
Então, eu expliquei que era um trabalho para a faculdade e que ele não precisava se preocupar em guardar, mas sim em separar as tintas em grupos.
Logo, ele começou a separar todas as tintas por cores.
Deixei. Depois questionei: como tu estás separando?
- Estou fazendo o grupo dos azuis, vermelhos, amarelos. Laranjas, pretos, verdes, coloridos (cores fortes que não tinha repetidas) e pouco coloridos (cores fracas que não tinha repetidas).
Ele deixou os tubos de cola colorida de lado. Aí perguntei:
-E com essas aqui o que tu podes fazer?
Então, ele fez o mesmo procedimento, separou por cores novamente.
Fui além.
- Filho, e se eu te pedisse para misturar tudo e formar grupos dessas tintas juntos?
Aí ele separou novamente por cores e destacou que as cores eram as mesmas, a forma redonda dos tubos também, mas que os tamanhos e as tampas eram diferentes.


Classificar é ciências sim, pois as vivências interferem na hora de classificar. 




É interessante ver observar como as crianças pensam, o que levam em consideração na hora de classificar.

Fiquei encantada com as respostas dadas por ele mesmo tendo apenas 6 anos.
Ciências é vida! 
Muitas vezes fico pensando que Ciências as vezes fica esquecida. pois temos tantos "conteúdos" para ensinar. Alfabetizar, ensinar a contar e mais tantas outras coisas... Começo a perceber que ciências está presente em muitos momentos e não só quando falamos sobre os animais, por exemplo.


Diante dessa atividade, que mais parecia uma brincadeira é possível perceber que é preciso conhecer o significado de interdisciplinaridade para identificá-la nas diferentes situações... 
Essa atividade contemplou diferentes áreas de conhecimento que na ocasião em que a propus, acredito que não percebi, mas revisitando e relendo esse texto, pude observar que não só Ciências estava presente, mas também, Português, Matemática e Arte.   

TCC


Desde o início do curso já tinha certo interesse em temática que envolvesse a inclusão, pois desde 2011, quando comecei a trabalhar com turmas de Ensino Fundamental, sendo na maioria das vezes com 3° ano, esse é um assunto que me intriga, me provoca e por vezes até me angustia.
E para confirmar essa vontade, ao voltar ao trabalho, após férias de julho, depois de um período em casa em Licença Maternidade, me deparo com uma turma de 3º ano, com três alunos incluídos, um com autismo, acompanhado de uma profissional de apoio, e outros dois com deficiência física, foi aí que tive a certeza de que esse deveria ser o tema do meu TCC.
Minha principal preocupação não é só incluir o aluno com deficiência, socialmente, mas proporcionar que ele desenvolva suas potencialidades, pois acredito na capacidade de cada indivíduo independentemente das suas limitações.
A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. (BRASIL, 2008, p. 1).
Há uma certa agonia e preocupação por não me sentir preparada para lidar com determinadas situações e até mesmo os manejos com certos alunos em virtude de motivos variados: falta de informação, formação, estrutura, recursos, entre outros.
A Lei nº. 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir ‘tratamento especial’ para os alunos com “deficiências físicas, mentais, os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados”, não promove a organização de um sistema de ensino capaz de atender as necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos alunos para as classes e escolas especiais. (BRASIL, 2008, p. 3).
Além da falta de estrutura e formação, que são os fatores mais agravantes, penso que é no 3° ano que as maiores complicações aparecem, pois, infelizmente o ensino encontra-se enfraquecido. É no 3° ano que os alunos precisam consolidar a alfabetização, além do “turbilhão” de conteúdos e aí qual o tempo que sobra para o professor dar a devida atenção àquele aluno incluído? Sendo que na maioria das vezes as turmas são lotadas e os alunos possuem diferentes necessidades/dificuldades. Além do professor não ter, em sua maioria, formação adequada para atender o aluno com deficiência, ainda possui uma demanda extensiva, que acabam por não serem atendidas, tornado o ensino cada vez mais defasado.  
Diante de tais inquietações, a ideia é fazer um estudo de caso sobre a experiência docente.
Segundo Yin (2005), o estudo de caso pode ser uma importante estratégia metodológica para a pesquisa em ciências humanas, porque permite ao investigador um aprofundamento em relação a problemática estudado. Ao mesmo tempo, o estudo de caso favorece uma visão da totalidade dos acontecimentos vivenciados, destacando-se seu caráter de investigação empírica de fenômenos contemporâneos.
Assim sendo, pretendo utilizar como estratégia investigativa, entrevistas. Os entrevistados serão professores em diferentes campos de atuação: direção, sala de aula, sala de recursos, na intenção de confrontar as respostas e a visão de cada um sobre a problemática, de modo que ao final seja possível chegar o mais perto possível de uma resposta que seja favorável a melhoria da minha prática de ensino e quem sabe poder compartilhar as descobertas com outrem.