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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Os Estádios do Desenvolvimento Cognitivo


     
De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura de estruturas precedentes. ... Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de ESTÁGIOS que seguem idades mais ou menos determinadas. São eles:

SENSÓRIO- MOTOR (desde o nascimento até os 2 anos aproximadamente)
PRÉ-OPERATÓRIO (dos 2 aos 7 anos)
OPERATÓRIO CONCRETO (dos 7 aos 12 anos)
OPERATÓRIO FORMAL (dos 12 anos em diante)


SENSÓRIO- MOTOR: A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.Exemplos:
O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca
.

PRÉ-OPERATÓRIO: Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor). 
A criança deste estágio:
  • É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
  • Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
  • Já pode agir por simulação, "como se". 
  • Possui percepção global sem discriminar detalhes.
  • Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.



OPERATÓRIO CONCRETO: A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração.
desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).
Exemplos:
despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.



OPERATÓRIO FORMAL: A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.
Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da ideia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.


Fonte: http://penta.ufrgs.br


Sobre crocodilos e avestruzes



O texto: “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação” de Lígia Assumpção Amaral, remete as relações entre pessoas diferentes.
A autora salienta que os preconceitos que carregamos ao longo da vida ao nos referirmos aos “diferentes”, como ceguinho, mudinho, vesguinho, nem sempre são percebidas como atitudes preconceituosas.
Dentro da escola essas vivencias são refletidas e nem sempre é fácil para o professor gerenciar essa questão das “diferenças”. Isso tudo porque a sociedade criou um padrão ideal e o que não se enquadra nesses requisitos já é considerado “anormal”.
Na prática, é importante trabalhar com os alunos o “ser diferente”, para que assim aprendam a respeitar essas individualidades. Os alunos precisam saber que o que é preconceito e como não praticá-lo.
Sofrer qualquer tipo de preconceito é triste demais e faz um mal que só quem já sofreu sabe.
A escola como um todo deve fazer com que questões relacionadas aos diversos tipos de preconceitos façam parte do cotidiano escolar, onde cada professor juntamente com seus alunos deve promover a conscientização dos mesmos para que assim eles se tornem multiplicadores do saber e assim possam contribuir para que tenhamos um mundo mais justo, ético e igualitário.



Edgar Morin



         Edgar Morin trouxe um conjunto de inspirações para melhorar a educação, levando- nos a refletir sobre a prática docente.
         O texto " As cegueiras do conhecimento", mostra que precisamos nos preocupar em preparar os alunos para os desafios da vida cotidiana, ajudando-os a desenvolver suas características com o propósito de não induzir ao erro e a ilusão. 
          Cada indivíduo precisa estar preparado para enfrentar situações e riscos da vida com sabedoria e discernimento e o conhecimento é a base.



         O vídeo abaixo traz importante considerações.


"Será preciso ensinar princípios de estratégias que permitam enfrentar os imprevistos e as incertezas na complexidade do mundo contemporâneo. É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas em meio a arquipélagos da certeza".
Edgar Morin

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Método Clínico Piagetiano


A Prova Operatória realizada foi a CONSERVAÇÃO DO NÚMERO com JV (7 anos e 3 meses aluno do 1º ano do EF)
Material utilizado: 12 tampinhas de pet de uma cor e 12 de outra
Inicialmente dei 12 tampinhas para JV e fiquei com as outras 12. Em seguida, coloquei 7 tampinhas de garrafa laranja e pedi que JV colocasse a mesma quantidade das suas tampinhas brancas, imediatamente ele teve a iniciativa de contar as minhas tampas e em seguida as dele e assim afirmou que tínhamos a mesma quantidade, pois cada um tinha 7. Depois deixei espaços entre as minhas e perguntei quem tinha mais, a reação dele foi contar novamente, uma das minhas tampinhas ficou um pouco escondida e ele de início respondeu que ele tinha mais. Então, deixei a tampa mais a mostra e o questionei se ele tinha certeza, logo ele perguntou se aquela fazia parte, pois de fato parecia que não fazia e quando respondi que sim, que fazia parte ele logo disse que então tínhamos a mesma coisa e que a única diferença é que as minhas estavam espaçadas e as dele juntas, mas que a quantidade era a mesma. Por final coloquei-as na mesma posição e perguntei novamente que tinha mais e ele respondeu que ninguém, que tínhamos a mesma coisa. Em todos os momentos JV utilizou a contagem para comparar as quantidades.
Local da aplicação: Em casa, em ambiente silencioso.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Modelos Epistemológicos

Sobre os modelos epistemológicos estudados em Psicologia, acredito que minha aula é uma mistura de Construtivismo e Empirismo.
POR QUE?
Sempre acreditei no potencial dos meus alunos, não dou as respostas prontas, faço-os pensar e construir seus conceitos, mas ao mesmo tempo acredito em um ambiente silencioso, tranquilo para aprender.
Não me identifico com o apriorismo, pois acredito que muita liberdade,infelizmente vira "bagunça".