Mostrando postagens com marcador EDUAD058 - ESCOLA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUAD058 - ESCOLA. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de maio de 2015

Ensino Globalizado

Os métodos globalizados têm como enfoque o aluno como protagonista do seu saber. O objetivo é fazer com que o educando aprenda a aprender.
Para que isso ocorra é fundamental levar em conta seus interesses.

Imagem extraída da web: http://image.slidesharecdn.com/1-zabala-prticaeducativaprof-iara-110224183431-phpapp02/95/1-zabala-prtica-educativa-prof-iara-17-728.jpg?cb=1298572810


Na minha escola não existe um método padrão. Existe ainda um pouco do método tradicional que aos poucos está mudando para aulas mais dinâmicas e motivadoras.


Procuro sempre trabalhar com meus alunos levando em conta os seus interesses e o que já sabem, mostrando que todos podemos aprender com o que o outro tem para dizer/ensinar.
Meus alunos da turma da manhã (5º ano) estão em uma em que adoram a internet e suas tecnologias. Começaram a falar muitas vezes no Tim Maia. Então, um dia parei tudo o que estávamos fazendo e perguntei: “Vocês sabem quem foi Tim Maia?”. Houveram diversas respostas, inclusive alguns dizendo que “não”. Então lancei o desafio: “Façam uma pesquisa sobre Tim Maia. Não disse como, nem onde, nem para quando, deixei livre. Foi muito legal, porque cada um fez à sua maneira: uns simplesmente perguntaram para os pais, outros fizeram cartazes, outros trabalhos escritos, fotos, trouxeram disco de vinil, dvd, etc. A partir daí conversamos sobre questões da nossa cultura, drogas, alimentação saudável e obesidade, também conceituamos o que é pesquisar. Desde então tenho trabalhado bastante com eles a base de pesquisas e tem surtido em bons resultados.
Já com a turminha da tarde (2º ano), onde grande parte dos alunos vieram sem estarem alfabetizados, tenho trabalhado com sequencias didáticas. Eles adoram ouvir histórias. Na última quinta-feira fizemos a escadinha da leitura e eles estão empolgadíssimos para chegar na última escada. É importante que o aluno consiga perceber seus avanços ao longo de sua caminhada.
A atuação do educando na construção da sua aprendizagem faz com que o trabalho se torne mais prazeroso e satisfatório para o professor e para ele próprio.




domingo, 19 de abril de 2015

Memórias


Bem, meu nome é Josiana, mas confesso que não gosto do meu nome. Prefiro ser chamada de Josi, Josi eu gosto. Não gosto de Josiana porque ninguém tem esse nome, quase todas as “Josi’s” chamam-se Josiane e o fato de muitas pessoas escreverem meu nome errado também me incomoda bastante. Pois bem, tenho 29 anos, sou casada e tenho um filho maravilhoso chamado João Vitor, ele tem 4 anos.
Lembro-me que desde muito cedo já dizia que queria ser professora. Minha mãe sempre me falava que esse era seu desejo, mas que infelizmente a vida dela por ter perdido sua mãe aos 12 anos, havia seguido rumos diferentes. Acredito ter sido essa minha motivação de ser professora.
Mamãe sempre esteve muito presente na escola, conhecia e era conhecida por todos, professores, funcionários e colegas. Minhas colegas adoravam ir lá pra casa fazer os trabalhos, a mãe fazia bolos deliciosos, que até hoje são lembrados.

A mãe me levava e me buscava na escola até a 8ª série. Parece exagero né? Pois não foi, era maravilhoso, até teve um tempo em que eu reclamava mas foi passageiro.
Minhas professoras eram verdadeiras modelos para mim, eu sempre sentava perto e era muito querida por elas. Mas algumas tentaram me convencer que esse não era o melhor caminho, devido a desvalorização da classe, que infelizmente hoje eu sei que existe, porém, não me arrependo.
Sempre fui muito dedicadas aos estudos, nunca foi preciso ser chamada a minha atenção para fazer um tema se quer. As minhas notas eram muito boas, modéstia parte.
         Estudei do Jardim até a 8ª série na Escola Estadual Elpídio Ferreira Paes. Esse tempo me remete a muitas lembranças boas. Até hoje tenho um grupo de ex-colegas, o qual nos encontramos de vez em quando para jogar conversa fora.

No final da 8ª série prestei prova no Instituto de Educação para o curso de Magistério, e fui aprovada. Senti por deixar aquela escola tão querida e os amigos que fiz ali, mas o desejo de ir em busca do meu sonho era maior. Cursei o Magistério durante 4 anos e meio. Houveram momentos felizes mas também frustrantes, foi lá que tirei minha primeira nota “vermelha”. Foi horrível, fiquei uma noite inteira chorando e tendo pesadelos que seria reprovada. Tirei essa nota baixa porque eu não entendia as explicações dessa professora. Obtive um bom progresso de um trimestre para outro, de 3,10 fui para 8,10, mas no último trimestre acabei tendo que fazer o provão. Graças a Deus, aprovei. O restante do curso fluiu tranquilo, com grandes esforços mas não tive mais notas baixas.

Quando eu estava no 3º ano e tinha 17 anos, comecei a trabalhar na Escola de Educação Infantil Fazendo e Acontecendo. Meus primeiros dias foram engraçados, eu não sabia o que fazer com aquelas crianças, eles bagunçaram toda a sala e eu ali desesperada sem saber o que fazer. Aos poucos fui pegando o jeito. Atuei como auxiliar, depois como Professora nas turmas de Pré- maternal (1-2 anos), Maternal I (2-3 ano) e no Jardim A e B (5-6). Foi uma experiência muito bacana. O momento mais marcante foi quando fui convidada para ser paraninfa de uma turma de Jardim B, aquela turma foi me xodó, eu tinha 18 anos, meu primeiro ano na escola. Hoje esses anjinhos tem 17 anos e muitos fazem parte do meu facebook. Nós inauguramos o acantonamento na escola (dia de dormir na escola) e essa tradição segue desde então.

A escola a qual fiz todo o ensino fundamental era tão querida por mim que acabei retornando a ela para fazer o meu estágio obrigatório que por sua  vez, foi realizado de forma satisfatória.
E em agosto de 2005 me formei no Magistério. Foi um momento de realização.


Em 2004 conheci meu marido, 2006 noivamos, 2008 casamos e em 2010 nasceu nosso filho. Foi o dia mais feliz da minha vida!


Em 2011 saí da escola privada e dois meses depois comecei  a trabalhar na EEEF Brigadeiro Silva Paes, a qual estou até hoje. Comecei com turmas de 3º ano e hoje tenho duas turmas uma de 2º e outra de 5º ano. Confesso que tenho muito do ensino tradicional arraigado em mim, mas que aos poucos está sendo renovado. Um fato interessante, é que hoje sou colega de uma ex- professora.

Fiz algumas tentativas de Graduação, UniRitter, Ulbra, Iergs... Cheguei ao 6º semestre na Ulbra, mas tive motivos que me impediram de continuar.

Então, em 2014 no último dia de inscrição para o vestibular PEAD2, uma amiga me manda um WhatsApp: “Josi, corre... último dia de inscrição para Pedagogia Ead UFRGS”... Meu Deus!!! Foi uma correria, mas meu marido conseguiu me inscrever. Chegou o dia da prova e fui com pouca esperança de aprovação, pois não havia tido tempo suficiente de estudar. Para minha surpresa passei e na 1ª chamada. Que alegria! Início da relização de um sonho e aqui estou em um mix de sentimentos: felicidade, medo insegurança, esperança... rumando a 2018.