Mostrando postagens com marcador Escolarização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escolarização. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de dezembro de 2015

Experiências escolares alternativas - felicidade na escola?


Pensar felicidade na escola me remeteu ao início da minha vida docente. Tempo em que eu trabalhava na Educação Infantil, eram tempos felizes tanto para as crianças, quanto para mim. Ensinei e aprendi muito com eles. Houve momentos sérios e momentos de descontração, mas o mais importante era que havia alegria em estar ali. Havia motivação, troca, emoção em ensinar e aprender.
Não que esses momentos felizes não existam mais, mas acho que se perderam um pouco. Atualmente, trabalho no Ensino Fundamental e, embora haja momentos de felicidade, também existem aqueles “não tão felizes”.
As minhas aulas são pensadas e planejadas levando em consideração os interesses dos alunos, agregadas de outros obrigatórios.
Identifiquei-me com a ideia de Snyders que fala em fazer uma “síntese da Pedagogia Tradicional com a Pedagogia Nova, que resume bem como é minha prática docente.
Aquilo que existe de muito importante na pedagogia não-diretiva é o desejo da felicidade do aluno, (...). Mas o que nessa pedagogia me parece perigoso é o risco de conformismo, porque o desejo dos alunos não vai, por si próprio, além dos seus limites de classe social, bem como um risco de cepticismo, por não se ousar, não se poder ousar, fazer com eles um trabalho de aprofundamento e desmascaramento das Georges Snyders: O meu sonho consistiria em unir os valores positivos da pedagogia não-diretiva a um processo que jogaria também com os conteúdos do ensino e com as ideias de que os alunos devem se apropriar. (Snyders, 1984:21)
O filme Sociedade dos Poetas mostra a alegria na escola, o aprender com emoção, a vontade de fazer diferente...
Já o filme Entre os Muros da Escola, mostra a parte não muito feliz da escola, mas com um professor que acredita que pode fazer diferente. Esse filme me lembrou de uma escola a qual passei ano passado. Era uma escola com alunos sem perspectiva e a equipe que lá trabalha não faz nada para mudar, acreditam que para eles não precisa muito, pois de nada vai adiantar... acham que estão predestinados à miséria ou tráfico. Os alunos de fato são bem carentes, não querem estudar, não respeitam ninguém. Mas tudo isso por quê? Porque ninguém acredita neles. Fiquei pouco tempo na escola, tentei de tudo um pouco, sem sucesso e por fim deixei a escola. Por querer fazer diferente, não fui muito aceita pelo grupo, dessa forma, praticamente todos os meus dias nessa escola foram infelizes e assim que surgiu oportunidade, saí.
Atualmente trabalho quarenta horas na mesma escola e posso dizer que há momentos felizes e não felizes. Felizes quando todos estamos engajados no mesmo propósito, quando alunos demonstram alegria no que fazem e não felizes pela precariedade em que as escolas estaduais se encontram, sem o mínimo de recursos.



domingo, 1 de novembro de 2015

Maquinaria Escolar X (Des) Encantos

O texto Maquinaria fala na obrigatoriedade de o aluno frequentar a escola, mas não garante uma educação de qualidade e de respeito ao aluno. No texto (Des) Encantos semelhantemente com o anterior, mostra que os castigos e humilhações ainda existiam por parte dos professores que se intitulavam “os donos do saber”.


A autora Clarice fala em modernidade, afirma que com o passar do tempo as mudanças foram acontecendo, a escola primária não era mais uma extensão do campo familiar e religioso, dando origem a uma rede escolar, desenvolvida pelos governos municipais. O texto aponta que:
Essa rede substituiu as escolas isoladas e definiu os limites do poder, às vezes abusivo, de diretores e inspetores escolares. Essa mudança exigiu a intervenção não só nos aspectos materiais da escola, mas também em seus aspectos simbólicos, pois almejava-se da escola primária mais do que novas carteiras, quadros ou salas. Pretendia-se construir nela um estado de espírito moderno.
É notável que a classe dominante (ricos) beneficiavam- se em variadas situações com relação aos pobres e oprimidos.
Nesta época também, fica evidente a influência da igreja nas imposições de métodos de ensino nas escolas.
Mudanças vem acontecendo ao longo dos tempos, dos séculos, na educação, porém, é visível que embora haja melhorias, o ensino sofre altos e baixos e está longe do ideal.




domingo, 11 de outubro de 2015

Atividade destaque da Semana das Crianças

Confeccionando o jogo das "Cinco Marias"...

       Essa semana confeccionamos o antigo jogo das cinco marias. Os alunos do 5º ano confeccionaram e depois brincaram com esse jogo novo. Adoraram!
     Nesse dia, eles puderam realizar a atividade escutando suas músicas preferidas em seus fones de ouvido.
     Também recebemos a visita da minha colega Lacyta. que alguns anos atrás foi minha professora da extinta disciplina de Técnicas Domésticas.








domingo, 4 de outubro de 2015

A Maquinaria Escolar


A imposição da obrigatoriedade escolar decretada pelos poderes públicos e sancionada pelas leis

A obrigatoriedade de os alunos frequentarem a escola faz com que a exploração do trabalho infantil tenha um maior controle, pois existe a lei que obriga a criança estar na escola. Entende-se que o Poder Público quer formar cidadãos e para isso é preciso que eles frequentem a instituição, que deve ser o local de socialização e aprendizagens. A obrigatoriedade garante o direito da criança e adolescente ter acesso à educação.
Por outro lado, a obrigatoriedade pode ser vista como uma forma do sistema político continuar no comando, pois o sistema de ensino é modificado a cada governo e infelizmente a obrigatoriedade de o aluno frequentar a escola não garante a qualidade do ensino. O sistema de aprovação automática até o 3º ano é um exemplo, pois, os pré-requisitos que era exigido em outras épocas aos alunos, acabam sendo atingindo lá no 5º ano ou nem chegam lá.
 Estamos percorrendo um caminho que nos leva a pensar em mudanças. Muitos professores já estão tendo outra visão sobre o ensino. Entendem que o aluno é capaz, que em grupo aprende-se mais, que deve existir a troca de conhecimento, que o professor aprende enquanto ensina, ou seja, o aluno tem a liberdade de existir, é ouvido e compreendido. Mas infelizmente, o a atual sistema de ensino, favorece a formação de semianalfabetos. É claro que não se pode descartar a culpa daqueles professores que ainda acreditam serem “donos do saber”.

A Escola ainda mantém preservadas algumas concepções dos séculos passados. Embora exista um líder na sala de aula, hoje visto como um mediador do conhecimento. Porém, inserido num sistema político enrijecido e ultrapassado, onde o Estado determina os padrões que serão aplicados, mantendo instituições de ensino com precariedade, seja em recursos pedagógicos ou em recursos humanos. Tais limitações implicam na qualidade de ensino onde muito se fala em mudança, entretanto pouco se faz para que ocorra efetivamente uma transformação social formando um cidadão crítico e atuante na sociedade.

(Texto realizado em grupo: Ana Eliza, Denise, Josiana)

sábado, 19 de setembro de 2015

Como escolhi ser professora?


O desafio dessa semana foi a produção de um vídeo contando “como escolhi ser professora”.

Em primeiro momento, parecia ser uma tarefa fácil... Quando fui gravar o vídeo, percebi o quanto é difícil ficar em frente a uma câmera. Gravei umas sete vezes e não me senti satisfeita com essa produção.

Contar, falar, escrever sobre a questão é moleza!

Mas, enfim, esse foi só mais um dos muitos desafios que virão.

 Assista meu vídeo