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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sobre crocodilos e avestruzes



O texto: “Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação” de Lígia Assumpção Amaral, remete as relações entre pessoas diferentes.
A autora salienta que os preconceitos que carregamos ao longo da vida ao nos referirmos aos “diferentes”, como ceguinho, mudinho, vesguinho, nem sempre são percebidas como atitudes preconceituosas.
Dentro da escola essas vivencias são refletidas e nem sempre é fácil para o professor gerenciar essa questão das “diferenças”. Isso tudo porque a sociedade criou um padrão ideal e o que não se enquadra nesses requisitos já é considerado “anormal”.
Na prática, é importante trabalhar com os alunos o “ser diferente”, para que assim aprendam a respeitar essas individualidades. Os alunos precisam saber que o que é preconceito e como não praticá-lo.
Sofrer qualquer tipo de preconceito é triste demais e faz um mal que só quem já sofreu sabe.
A escola como um todo deve fazer com que questões relacionadas aos diversos tipos de preconceitos façam parte do cotidiano escolar, onde cada professor juntamente com seus alunos deve promover a conscientização dos mesmos para que assim eles se tornem multiplicadores do saber e assim possam contribuir para que tenhamos um mundo mais justo, ético e igualitário.



Educação Especial


Algumas informações importantes:

Qual a definição de pessoa com deficiência? De acordo com a ONU, pessoa com deficiência é aquela que tem impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.


O que é o Atendimento Educacional Especializado (AEE)? É um conjunto de atividades, recursos pedagógicos e de acessibilidade, oferecidos de forma complementar ou suplementar à escolarização dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação matriculados nas classes comuns do ensino regular. Esse conjunto de atividades, registradas no Projeto Político Pedagógico de cada escola, é realizado, preferencialmente na Sala de Recurso Multifuncionais, individualmente ou em pequenos grupos, em turno contrário ao da escolarização.


O que é a Sala de Recursos Multifuncionais? Espaços localizados nas escolas de educação básica onde se realiza o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Constituem-se de mobiliários, materiais didáticos, recursos pedagógicos de acessibilidade e equipamentos de tecnologia assistiva. O AEE é realizado pelo professor regente com formação em Educação Especial.




    

Fotos da Sala de Recurso da EEEF Bigadeiro Silva Paes - Professora Liliane Roman

Algumas atividades que são desenvolvidas pela Professora Liliane:

ü  Incentivar através da valorização de suas ações nos atendimentos, partindo de suas experiências, utilizando jogos, histórias,
ü  Elaborar histórias orais diversas através de técnicas diferenciadas: figuras, fantoches, caixa surpresa, etc. Logo após, estimular a escrita da história, nomes dos personagens , produção de frases e textos ...
ü  Utilização de diversos tipos de jogos para que se efetive a alfabetização como: bingo de letras,sílabas e palavras, alfabeto silábico, dominó de palavras, jogo da memória (desenho X palavras, letras, palavras de encaixe).
ü  Atividades que estimulem a escrita e a leitura: a) cruzadinha, autoditado, caça-palavras; b) leitura, escrita e ilustração de poesias, parlendas, trava línguas e quadrinhas; c) expressar suas experiências por escrito, como também escrever bilhetes, convites e recados para as pessoas que desejar;
ü  Atividades em que o aluno exercite a sua compreensão matemática: historinhas nesta área e simulação de compra e venda utilizando o sistema monetário com notas e moedas de brinquedo;
ü  Uso de jogos de raciocínio, tomada de decisão, percepção, atenção e concentração, como: tangram, dominó de quantidades, adição, subtração, correspondência, jogo de varetas, memória, jogos com o material dourado;

ü  Realização de atividades no computador: a)jogos de alfabetização, raciocínio lógico-matemático, atenção, concentração; b) leitura de histórias, livros e jogos virtuais on-line.

Edgar Morin



         Edgar Morin trouxe um conjunto de inspirações para melhorar a educação, levando- nos a refletir sobre a prática docente.
         O texto " As cegueiras do conhecimento", mostra que precisamos nos preocupar em preparar os alunos para os desafios da vida cotidiana, ajudando-os a desenvolver suas características com o propósito de não induzir ao erro e a ilusão. 
          Cada indivíduo precisa estar preparado para enfrentar situações e riscos da vida com sabedoria e discernimento e o conhecimento é a base.



         O vídeo abaixo traz importante considerações.


"Será preciso ensinar princípios de estratégias que permitam enfrentar os imprevistos e as incertezas na complexidade do mundo contemporâneo. É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas em meio a arquipélagos da certeza".
Edgar Morin

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Falando sobre inclusão


Partindo da ideia que inclusão é fazer parte, fico me fazendo perguntas...
  • *    A inclusão de alunos com algum tipo de deficiência nas salas de aula de ensino regular existe mesmo?
  • *    Ou será apenas mais uma lei que é linda no papel, mas que na prática não se aplica de fato?
  • *    Será que esses alunos tem a oportunidade de desenvolver suas potencialidades dentro desse ambiente escolar?
  • *    Não seria mais uma inclusão social do que qualquer outra coisa?
  • *    Os professores estão aptos a receber esses alunos, como eles realmente deveriam ter direito?

Essas dúvidas me acompanham por muito tempo... é fatos que os alunos com deficiência (sim parece uma palavra pesada, mas é assim que devemos nos referir, segundo uma colega da inclusão que é especialista na área) estão em sua maioria incluídos socialmente nas salas de aula, mas o que tenho visto são professores preocupados e frustrados por não poder ajudar mais esses alunos devido a falta de preparo, a falta de estrutura, ao grande número de alunos por salas de aula, ao descaso de alguns pais e por aí vão mais uma série de “coisinhas” que precisariam de um olhar mais especial.
Eu acredito que todos nós, independente se temos deficiência ou não, temos alguma habilidade a ser desenvolvida... Será que esses alunos estão tendo essa oportunidade??